Ser/parecer I
Apenas há duas horas decidi dar “vida” a este blog para tentar, em tom pouco sério, vestir a pele de algumas pessoas, metamorfosear-me no que bem entender e virar do avesso situações concretas que dão que pensar.
Pese embora o pouco tempo que passou, já me inspirei…
A caminho do trabalho, encontro um velho amigo. Uma daquelas pessoas que nos recebe sempre com um sorriso.
- Bom dia, cara amiga (sorriso resplandecente).
- Bom dia (retribuo com um sorriso e trocamos beijos).
- Que gosto vê-la.
- Igualmente. Estou cheia de pressa…
- Fica bem, cara amiga. Sempre bonita…
É mesmo ridícula, aquela rapariga. Pensa que por ser tão nova e já ter conseguido umas simples coisinhas na vida (não tanto como eu!) dá-lhe o direito de se passear feliz pelas ruas, com aquele sorriso irritante. Ridícula. Eu não tive as oportunidades que os jovens de hoje têm. Gostava de ter estudado, ter outra carreira… Paciência.
Tenho de voltar ao meu árduo serviço, aturar os meus chefes, todos mais jovens do que eu, e continuar a sorrir…
